O presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu, por enquanto, não expandir significativamente a campanha militar contra o Irã, devido a preocupações com a depleção das reservas de armamentos defensivos nos Estados Unidos na região do Oriente Médio. Segundo relatos publicados nos últimos 24 horas pelo CNN, The Wall Street Journal e The New York Times, a decisão foi influenciada por preocupações de que as reservas de munições dos EUA estariam se esgotando. O CNN informou que o vice-presidente JD Vance e o chefe do Estado-Maior, Dan Caine, expressaram preocupações durante uma reunião no Palácio Branco sobre uma escalada adicional da guerra com o Irã. De acordo com fontes próximas ao assunto, Caine alertou Trump de que a capacidade militar dos EUA estava preparada para realizar as opções em consideração, mas advertiu sobre as possíveis consequências, incluindo a situação das reservas de munições remanescentes dos EUA.
A condição das armazéns de armamentos dos EUA foi um dos principais temas discutidos durante a reunião. No entanto, permanece incerto se essa preocupação ou as advertências contra a escalada levaram à decisão de parar as ações noturnas contra o Irã. A campanha de bombardeios dos EUA foi suspensa na noite de sexta-feira, após quase duas semanas consecutivas, segundo o CNN. Um oficial do Departamento de Defesa dos EUA afirmou que a operação foi “postergada”, enquanto funcionários regionais confirmaram a informação à rede de televisão CBS News. O diretor de comunicações da Casa Branca, Steven Cheung, afirmou que “o presidente Trump sempre preferiu uma solução diplomática, mas continua a manter todas as opções disponíveis se o Irã continuar com atividades terroristas no Estreito de Ormuz ou contra aliados”.
O CNN também informou que a administração Trump continuou a discutir opções de escalada nos últimos dias, enquanto os estados do Golfo pediram cautela em conversas com funcionários de alto escalão da administração. No entanto, Trump instruiu sua equipe de negociação a continuar as negociações, mesmo após ter dito publicamente que estava considerando um ataque a larga escala contra o Irã. De acordo com fontes próximas ao assunto, poucas pessoas no círculo interno de Trump ou no Pentágono acreditavam que as opções de escalada militar alcançariam os resultados desejados sem a intervenção de forças terrestres dos EUA.
O The New York Times também informou que Trump congelou os planos de expandir a campanha militar contra o Irã. Um dos principais motivos, de acordo com o relato, foi a preocupação com a depleção significativa de estoques de mísseis interceptores Patriot e outros ativos de defesa aérea na região do Oriente Médio. Os funcionários da administração também estavam preocupados com o risco de uma guerra que se espalhasse pela região, danos às relações com aliados-chave do Golfo e a possibilidade de uma crise econômica global, um problema energético e uma crise de refugiados. O The New York Times também informou que Caine havia alertado em discussões internas que as operações de combate a larga escala contra o Irã eram militarmente viáveis, mas poderiam depletar perigosamente os estoques de mísseis interceptores disponíveis para o Comando Central dos EUA.
Já o The Wall Street Journal informou que o Irã estava aumentando o uso do míssil Kheibar Shekan, descrito como “um dos principais trabalhadores” da força aérea iraniana. Esse míssil é considerado um dos mais avançados da frota aérea do país. A situação atual na região do Oriente Médio é de grande tensão, com a possibilidade de uma escalada da guerra entre os EUA e o Irã. A decisão de Trump de parar as ações noturnas contra o Irã pode ser uma tentativa de evitar uma guerra mais ampla e de dar espaço para a diplomacia. No entanto, permanece incerto se essa decisão será suficiente para evitar uma escalada da tensão na região.
📖 Perspectiva Bíblica
“Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal.” (Jeremias 29:11)
Fonte original: Why Trump put a wider Iran offensive on hold — Israel Hayom
