O 36º governo israelense e a tempestade que se aproxima

Em 2 de junho de 2021, um acordo de coalizão foi assinado entre Yesh Atid, Blue e White, Yamina, o Partido Trabalhista, Yisrael Beiteinu, New Hope, Meretz e a Lista Árabe Unida.

O governo deverá ter dois primeiros-ministros durante sua duração. Nomeadamente, sob um acordo de rotação, Naftali Bennett de Yamina servirá como primeiro-ministro até 27 de agosto de 2023, quando cederá o cargo a Yair Lapid de Yesh Atid, que então permaneceria no cargo até novembro de 2025. Além disso, Yamina e Yesh Atid se tornarão o quarto e o quinto partidos, respectivamente, a liderar um governo israelense – seguindo o Mapai / Partido Trabalhista (1948–1977; 1984–1986; 1992–1996; 1999–2001), Likud (1977– 1984; 1986–1992; 1996–1999; 2001–2005; 2009–2021) e Kadima (2005–2009).

O governo é o primeiro a incluir um partido árabe israelense independente como membro oficial da coalizão governante. [6] Além disso, é o segundo governo de Israel, depois do governo de rotação Netanyahu-Gantz, a funcionar sob um sistema de rotação automático e legalmente vinculante na posição de primeiro-ministro. A votação de nomeação no Knesset foi realizada em 13 de junho de 2021. O governo Bennett-Lapid foi confirmado por uma votação de 60 a 59, com a abstenção de um parlamentar da Lista Árabe Unida. Bennett foi então empossado como o 13º primeiro-ministro de Israel, com Lapid servindo como primeiro-ministro suplente.

Um governo composto de 8 partidos

Este é o governo mais dividido politicamente que já houve no país, ao todo são 8 partidos: Yesh Atid, Azul e Branco, Partido Trabalhista, Yisrael Beiteinu, Yamina, Nova Esperança, Meretz, Lista Árabe Unida. Mas não é por causa do grande número de partidos que ele é tão dividido, é por causa do caráter ideológico distante entre os partidos é que ele é tão dividido.

De um lado os partidos de extrema direita com Yamina e Nova Esperança, que apoiam a política dos colonos na Judéia e Samaria, e do outro Meretz e Lista Árabe Unida que lutam por um estado palestinos no lugar dos territórios judaicos na Judéia e Samaria. O chefa da Lista Árabe Unida é um membro da Irmandade Muçulmana que é a favor do extermínio do Estado de Israel e do Hamas.

Primeira prova do governo ainda esta semana

A primeira prova do novo governo de Israel e a possibilidade de trabalharem juntos, será a passeata das bandeiras em Jerusalém que deverá ocorrer ainda esta semana. Enquanto o Hamas está ameaçando bombardear novamente Jerusalém durante a passeata, Naftali Bennett e seu governo deverão decidir o que farão. Diante deles estarão algumas opções, todas eles podem ser destrutivas politicamente.

A primeira opção é realizar a passeata e levar a região novamente a um conflito armado em Gaza. Se um novo conflito com Gaza ocorrer, a credibilidade de Bennet cairá profundamente, os componentes árabes do governo o abandonarão e o governo recém nascido cairá. Se Naftali Bennett ceder a pressão do Hamas, isso será visto como uma humilhação, uma demonstração de fraqueza, que levará a perda total do apoio da direta no país, e além disso a um grande perigo na arena diplomática internacional. Irã, Hamas e Hezbollah entenderão sua resposta como fraqueza e também poderão aproveitar a oportunidade para atacar.

Enfim, o novo governo de Naftali Bennett mal nasceu e já pode ser abortado por sua falta de experiência, só Adonai sabe qual será o destino deste governo nas próximas semanas e do Estado de Israel. Minhas orações é para que o Eterno seja aquele quem defenderá o seu povo mesmo quando seu governo ou seu exército falhar. Por enquanto, a imagem que temos, não de dias tempestuosos.