O “Papiro da Páscoa” é prova mais antiga do Pessach fora da Bíblia

Nos museus da Europa estão escondidos importantes tesouros que foram roubados nos séculos VIII, IXX e XX pelas superpotências, dos países em que dominavam, em Londres por exemplo está o portal de Ishtar, que foi removido de seu lugar e transportado por navio para o Museu de Pergamon em Berlin, o Cilindro de Ciro o Grande e a Pedra de Roseta estão no Museu Britânico. A inscrição de Siloé e o Calendário de Gezer, ambos israelitas, estão no Museu de Istambul na Turquia.

O “Papiro da Páscoa” de Elefantina é portanto, uma das peças raras que está nas mãos das superpotências ocidentais, neste caso o Staatliche Museen zu Berlin. E ele é sem dúvida alguma, uma das provas extra-bíblicas da festa da Páscoa que é celebrada pelos judeus há mais de três mil anos por todas as comunidades judaicas ao redor do Mundo.

Foto acima: O “Papiro da Páscoa” de Elefantina (frente), 419 A.C.E. Staatliche Museen zu Berlin, Berlin.

Este fragmento de papiro é de uma carta ao líder da comunidade Elefantina no Egito, explicando os costumes e práticas da festa judaica da Páscoa. A carta foi escrita em aramaico, a língua dos judeus nos períodos persa e helenístico. A palavra “Páscoa” não sobreviveu no texto, mas várias práticas associadas à festa, como comer pão sem fermento e abster-se do trabalho, são mencionadas, além do periodo do ano que deve ser praticada, a partir do 14º dia do mês de Nissan.

Essas práticas são consistentes com as regras estabelecidas na Torá e com a prática judaica aceita para a mais importante das festas judaicas, o Pessach, a Páscoa Judaica. Elefantina, uma ilha no rio Nilo, abrigava uma guarnição militar de soldados em sua maioria judeus no período persa e hoje faz parte da moderna cidade de Aswan, no sul do Egito.

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