Guerra entre civilizações: Biden promete deter Irã, mas Afeganistão demonstra que ele é incapaz

Infelizmente o Estado de Israel se encontra em um cruzamento perigoso e sem placa, mesmo que houvesse, todos os caminhos levam a um beco sem saída. Ontem, antes da entrada do Shabbat em Washington, Joe Biden e o inexperiente primeiro ministro de Israel, Naftali Bennett, se encontraram e em pouco tempo espalharam uma série de slogans para atender os ouvidos da imprensa e do público.

Biden e Bennett se comprometeram de que Irã nunca terá armas nucleares, mas a amarga experiência americana no Afeganistão demonstra que entre querer e poder há uma grande distância, principalmente quando o público americano, de forma ilógica, deseja o contrário. Biden não saiu do Afeganistão sozinho, com ele saíram todos os que o apoiavam, os democratas e até mesmo parte dos republicano, e o pior, a maioria dos cidadãos americanos que estão cansados de ver seus recursos queimados em guerras que aparentemente não são suas.

Morando quase três décadas no Oriente Médio, sei que 90% dos árabes não estão interessados em um conflito, mas não fazem praticamente nada para que os 10% de radicais sejam castrados em sua natureza selvagem. Além disso, entre os 90% de chamados “moderados”, mais da metade deles ficaria feliz em um país onde os princípios radicais do Islã e a lei Sharia fossem aplicados. Ou seja, é uma minoria extremista sustentada pela maioria moderada fundamentalista. Esta é a mola que move quase todos os países islâmicos do Mundo, com raras exceções.

Naftali Bennett e Joe Biden continuam presos ao errado conceito de que do outro lado existem pessoas racionais que estão dispostas a ceder em algum momento da história afim de preservar a vida do seu povo, mas tenho algo para dizer à eles, estão completamente enganados. O conceito islâmico da honra não é somente um conceito árabe, mas um princípio sem o qual esta religião satânica não subsistiria. Este conceito é a cola que une todos os muçulmanos e os mantém em um pensamento medieval grotesco. Neste conceito estão as questões mais de distorcidas da humanidade, as questões de honra familiar, violação(estupro) de meninas por marmanjões, escravidão oculta, exploração trabalhista das crianças, exclusão dos direitos das mulheres, desvalorização da vida alheia(estupro, roubo, violência e assassinatos) e demonização de qualquer um não islâmico. Acrescente a tudo isso o pouco valor que o islamismo dá a vida e a super valorização do “martírio” e da morte, e então temos uma receita cancerígena para auto destruição do Mundo.

Tanto o Talibã, o ISIS, quanto o governo da República Islâmica do Irã tem como bases estes princípios mortais que relatei acima. Eles são silenciosamente apoiados por centenas de milhões de islamistas “moderados” que os elegeram e os levaram ao poder, seja através de voto ou simplesmente de consentimento, o resultado é catastrófico. Os líderes destas hostes radicais não se preocupam nem um pouco com a morte de milhares ou milhões de civis de seus países, contanto que a vontade de Allah(um demônio), seja feita na Terra. Note claramente que eles trabalham noite e dia para intensificar o terrorismo, intensificar a ameaça, radicalizar o discurso e por em risco a humanidade.

Quando os Estados Unidos ou Israel, impões sanções contra o Hamas ou a ditadura iraniana, eles pensam que isto pode surtir algum efeito moral contra a população, e esta, se voltar contra seus líderes, mas ambos estão enganados. As sanções servem na realidade como combustível para o discurso radical, e “sacrificar” milhares ou milhões, em prol do fim heróico islâmico, é mais que desejável na mentalidade extremista, é uma questão de honra e de martírio, algo louvável nos princípios mais fundamentais do islamismo. Só existe uma forma de acabar com o perigo islâmico, é agindo em duas frentes, a primeira é uma guerra contra o terrorismo sem precedentes, caçando ou exterminado as células terroristas no Mundo inteiro, e a outra forma é ocidentalizando o islamismo, ou seja, uma guerra através da cultura, educação e leis que impeçam que o sistema medieval continue sendo visto como válido através da grande maioria “moderada”. Esta seria uma guerra entre civilizações, uma guerra entre o islamismo medieval e a modernidade democrática e humanista. Não quero ser pessimista, mas parece que os líderes mundiais ainda não tem menor noção de como as civilizações estão em risco. Eles não planejam a longo prazo, não tem uma visão ampla sobre as bases do conflito e muito menos das soluções necessárias para desconstruir o impasse.

Como servo do Altíssimo, entendo que minhas declarações poderão ser amplamente criticadas, mas o que exponho aqui é uma opinião de alguém que tem convivido com este conflito que parece interminável. Talvez você diga: Suas conclusões são repletas de soluções com violência. Mas o fato é que sem a violência, somente um grande milagre poderia mudar o Mundo desta forma, mas a grande maioria das pessoas nem se quer acreditam em milagres. Eu acredito muito menos em homens, e é por isso que sei que tudo que expus aqui é impossível de acontecer, e continuo acreditando em milagres. As medidas que expus são muito dolorosas e difíceis de serem aplicadas, portanto somente uma transformação de dentro para fora poderá fazer aquilo que líder algum poderá, política alguma poderá, país nenhum poderá, somente o Eterno, a seu tempo, poderá transformar este mundo tenebroso em um lugar de esperança e luz, como todos desejam que seja um dia.

Desde Sião,

Miguel Nicolaevsky