Susya, uma cidade judaica e messiânica?

A história de Susya é um dos enigmas da arqueologia moderna, um vilarejo judaico bem planejado que sobreviveu por séculos, desde a era dos Hasmoneus até a era islâmica precoce e em um belo dia, simplesmente foi abandonado.

No início do século XIX, muitos residentes das duas grandes vilas árabes na área Sul do Monte Hebron, Yatta e Dura, começaram a imigrar para ruínas e cavernas na área e se tornaram “vilas satélites” (filhas) da cidade-mãe . As supostas razões para a expansão foram a falta de terras para agricultura e construção nas cidades-mãe, o que resultou em altos preços da terra e rivalidades entre os clãs das cidades-mãe que desejavam controlar mais terras e recursos. Outro motivo pode ter sido a segurança, já que as “aldeias-satélite” teriam servido de proteção contra gangues de ladrões que atacavam as aldeias-mães. Cavernas foram então usadas pelos habitantes locais como residências, espaço de armazenamento e curral de ovelhas.

Yaakov Havakook, que viveu com os moradores da região por vários anos, escreveu que a comunidade em Khirbet Susya era sazonal e não vivia nas cavernas o ano todo. Eram basicamente famílias de pastores chegaram após a primeira chuva (outubro – novembro), permaneciam durante a estação de pastagem e partiam no final de abril ou início de maio. Eles eram conhecidos por um tipo especial de queijo produzido em suas cavernas, e viviam da colheita de azeitonas, pastoreamento de ovelhas, cultivo de safras e apicultura.

Após a Guerra dos Seis dias, as Forças de Defesa de Israel assumiram o controle da região permitindo que os judeus voltassem para as redondezas e o sítio arqueológico começou a ser pesquisado e escavado.

A antiga sinagoga está localizada em uma área que é conhecida como as terras de Khirbet Susya, e ao redor as antigas ruínas. Em junho de 1986, Israel expropriou o terreno residencial para um sítio arqueológico.

A cidade conta com um muro que é formado pela parede externa das casas particulares e o seu plano foi bem planejado. Acredita-se que Susiya seja de fato uma mudança da antiga cidade bíblica de Carmel, pois está bem próxima as ruínas da antigas Carmel e Maon citadas no livro de Samuel, na história relacionada com Davi e Abigail.

A sinagoga do período romano tardio ou bizantino, pode ter sido construída sob as ruínas de uma sinagoga menor do primeiro século, como era o costume em todo pais. Nela podem ser vistas indícios do local onde ficava a arca que guardava a Torah e belos mosaicos que foram danificado. No pórtico da sinagoga encontra-se uma das inscrições mais enigmáticas já encontrada no país, que inclui o nome Yeshua, mas arqueólogos israelense preferem não associar o local com Jesus, porém fica difícil não perceber aa relação. O mosaico tem uma inscrição em aramaico referindo-se a Yeshua.

Consideremos brevemente esta inscrição em mosaico do século 4 e a Sinagoga como um todo. A inscrição em aramaico diz: “Dechiran Latav manahamah Yeshua sahadah v’shim …”

Isso traduzido é: “Lembrado para o bem (o) consolador, Yeshua o mártir / testemunha e Shim (on)”.

Quando esta evidência é combinada com a imagem em mosaico abaixo do altar da Sinagoga, pouca dúvida parece permanecer quanto à identidade: Aqui vemos o santuário ladeado por dois Candelabros e duas Oliveiras. Certamente esta é uma referência à cena em Apocalipse 11: 4, “Estas são as duas oliveiras e os dois candeeiros, que estão diante do Senhor da terra”. Os dois cordeiros poderiam muito bem representar as ofertas de Chagigah da manhã e da noite no Templo em Jerusalém. No início do Judaísmo dos primeiros séculos, a oferta de Chagigah era freqüentemente chamada de Pessach (Cordeiro da Páscoa), juntamente com a Pessach morta e comida na Refeição do Seder (Refeição da Páscoa).

A combinação dessa imagem diante do altar e do mosaico com a “Inscrição de Yeshua” torna a evidência convincente de que esta é a primeira Sinagoga descoberta em Israel dentro da qual os crentes no Messias Yeshua se reuniram e adoraram. Quando estudamos sobre aa história dos primeiros discípulos de Yeshua, sempre nos perguntamos para onde eles foram após a destruição de Jerusalém. Susiya pode ser, talvez aa melhor resposta para isso.