Tempestade ou a norma no Irã?

Os pais do conhecido diretor e cineasta Babak Khorramdin, confessaram o assassinato de seu filho, filha e genro, em um caso que choca a República Islâmica. Segundo a confissão dos pais, eles drogaram, mataram e esquartejaram o corpo do filho.

A polícia que chegou à casa dos dois, Iran e Akbar Hurmadin, dois idosos na casa dos setenta, encontrou partes de corpos contendo duas mãos que permitiram a coleta de impressões digitais e a identificação da vítima.

O casal disse que matou o filho porque ele era solteiro, se recusou a se casar e até teve um caso ocasional com alunas de cinema que ele ensinava. Quanto ao assassinato da filha e do marido dela, os pais alegaram que mataram o genro porque ele batia na filha e a filha porque ela era viciada em drogas.

Em um vídeo gravado, os pais contaram como drogaram seu filho com pílulas para dormir, estrangularam-no até a morte e desmembraram seu corpo em pedaços que eles espalharam por todo o complexo residencial.

Curiosamente, ao contrário de um assassinato regular para o qual a punição no Irã é a morte, a punição para os pais que assassinam seus filhos no país, é de dez anos de prisão ou menos, isso se deve à legislação “tradicional” praticada no país. No entanto, se o casal Khurmedin for de fato condenado pelo assassinato de seu genro, eles poderão ser executados. A verdade é que crimes hediondos como este, em países como o Irã e a Arábia Saudita, é muito mais comum do que se pensa. Infelizmente quase ninguém protesta contra isso e nenhuma pressão internacional é feita para mudanças na legislação de países totalitários como o Irã.

Fonte: IsraelHayom