Theodor Herzl, 180 anos do nascimento do pai do sionismo moderno

 

Theodor Herzl foi sem dúvida alguma um grande visionário, ele liderou o movimento sionista quando o sonho de uma nação ainda não estava nem mesmo no papel. Desesperado pela presença árabe na região ele até mesmo sugeriu a criação de um estado judaico em Uganda, foi criticado, mas influenciou uma geração que deixou tudo para construir um país do meio das cinzas, da poeira e da hostilidade. Se estivesse vivo, Theodor Herzl completaria hoje 180 anos.

A carreira de Theodor Herzl

A primeira escola de Theodor Herzl foi uma escola primária judaica. Aos 10 anos foi enviado para uma escola real, mas saiu dessa escola por conta do anti-semitismo. Depois foi matriculado num colégio evangélico, onde não existiam problemas com o anti-semitismo.

Em 1878 sua família se mudou para Viena. Formou-se em Direito em 1884 e o seu trabalho inicial não tinha qualquer relação com a vida judaica, pois trabalhava como empregado não-assalariado nos tribunais de Viena e Salzburgo. Ele queria muito viver em Salzburgo, mas sua condição de judeu nunca permitiria fazer-se juiz.

Apesar de ser formado em Direito ele se dedicava mais ao jornalismo e à literatura. Ao invés de procurar um emprego fixo, começou a viajar e escrever para jornais.

Na sua juventude frequentou uma associação, chamada Burschenschaft, que aspirava à Unificação alemã, sob o lema: Honra, Liberdade, Pátria. Herzl era um judeu assimilado.

Em 1891 o jornal “Neue Freie Presse” ofereceu-lhe um cargo de correspondente em Paris. Ele aceitou o cargo, expressando, nesta época, suas ideias num pequeno livro. Nesse cargo ele fazia ocasionalmente viagens a Londres e Constantinopla. O seu trabalho era inicialmente do gênero da crítica literária, descritivo e não político. Mais tarde ele tornou-se o editor literário do Neue Freie Presse. Herzl tornou-se simultaneamente um escritor de peças destinadas aos palcos vienenses, tendo sido autor de comédias e dramas.

Em 1894 ele interferiu no Caso Dreyfus, que desvelou na Europa o latente anti-semitismo.

Em 1895 ele escreveu “O Estado Judeu”. A principal ideia do livro era que a melhor maneira de formar um estado judeu era formar um congresso sionista formado apenas por judeus. Da ideia partiu para a prática e, pouco tempo depois, já havia formado o “Sionismo Político”. No dia 29 de agosto de 1897 foi realizado o primeiro congresso sionista desde a diáspora, em Basiléia. Durante o congresso foi criada a Organização Sionista Mundial, e Herzl foi eleito presidente.

 

 

 

Influenciou uma geração que deixou tudo para construir um país do meio das cinzas, da poeira e da hostilidade

 

 

 

 

Resoluções do primeiro Congresso Sionista em Basileia

Herzl foi o visionário do Estado judeu, em 1901.
Theodor Herzl o organizou e foi eleito presidente.
Adoção de um hino nacional e uma bandeira.
Compra de terras e formação de kibutz (que uma das principais ideias do sionismo socialista).
Negociações diplomáticas, com o Império Turco-Otomano para a fixação de judeus alemães na Palestina não deu certo e mais tarde com a Grã Bretanha só seria possível após a primeira guerra mundial e mesmo assim mal interpretado ou de forma conspiratória, tendo em vista que o povo da Alemanha possuía dívidas de guerra com a Inglaterra.
Líder do Movimento Sionista[editar | editar código-fonte]

O Túmulo de Theodor Herzl em Viena

A partir de 1896, ano da tradução para o inglês do seu livro “Der Judenstaat” (“O estado judaico”), a sua carreira tomou uma nova direcção e ele adquiriu uma reputação diferente.

O livro que é considerado como o ponto de partida do movimento Sionismo. Pregava que o problema do anti-semitismo só seria resolvido quando os judeus dispersos pelo mundo pudessem se reunir e se estabelecer num Estado nacional independente.

Herzl impressionado pelo caso Dreyfus, cobriu seu julgamento para o jornal austro-húngaro e também foi testemunha das manifestações em Paris após o julgamento em que muitos cantaram pelas ruas “Morte aos Judeus”; isto convenceu-o da possibilidade das manifestações anti-judaica atravessasse as fronteiras e refletisse até a Polônia ou Alemanha países que reconheciam sua influência.

O Túmulo de Theodor Herzl em Jerusalém

Monte Herzl (הר הרצל Har Herzl), também Har HaZikaron (הר הזכרון aceso. “Monte da Recordação”), é o cemitério nacional de Israel, no lado oeste de Jerusalém, chamado de Theodor Herzl, o fundador do moderno sionismo político. Túmulo de Herzl fica no topo da colina. Yad Vashem, que comemora o Holocausto, fica a oeste do Monte. Herzl. Os mortos da guerra de Israel também estão lá sepultados. Este monumento encontra-se a 834 metros acima do nível do mar.

Imediatamente após a criação de Israel, em 1948, decidiu-se enterrar os soldados do Exército israelense na parte norte do Monte Herzl. depois, em seguida, em 1951, decidiu-se enterrar também os líderes do país na parte sul do Monte Herzl e estabelecer o lugar como o cemitério nacional de Isral. alguns anos mais tarde foi também decidido a enterrar os policiais e as outras forças de segurança no cemitério militar nacional.

O Túmulo de Theodor Herzl em Jerusalém

 

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