A 1ª Parashá Comentada (e sua Mitzvá e o Shabat): בראשית – Bereshit ou, NO PRINCÍPIO

por Rav J. Pietro B. Nardella-Dellova

da Sinagoga Sêh HaElohim/Scuola

* O texto da Parashá é: Bereshit (Gên) caps. 1 ao 6;

* Os textos para Haftará são : Tehilim (Salmos) 148: 1-6; e 104:30; Cohélet (Eclesiastes) 3: 1-8; Yeshayahu (Isaias) 11:2; 40: 13-14, 45: 7; Malají (Malaquias) 2:10;

OS ASPECTOS e a MITZVÁ DESTA PARASHÁ SÃO:

 Elohim אלהים (D’us “Creador”) e Ruach רוח HaKodesh הקודש (A manifestação de Elohim sobre a face das águas)

 Atsilut (emanação), Creatio ex nihilo (criação a partir do nada) e Tsimtsum (contração) (bereshit bará Elohim et Hashamaim vê et Haáretz (no princípio criou D’us os céus e a terra)

 Os “tempos” (e não dias) da criação e o Shabat שבת : apenas a sinopse!

 O homem à sua imagem e semelhança: sèlem (réplica/imagem) e demout (semelhança para ser cultivada) (Hebreus 9:12,13): foi feito à imagem, mas não à semelhança.

 O Édem (para o homem o guardar e cultivar – Bereshit (Gênesis) 2:8 e 15)

 A mulher: bênção (e não objeto) do Eterno para auxiliar o homem (Bereshit (Gênesis) 2:18; Mishlei (Provérbios) 18:22 e 31

 Adâm (terroso, arruivado, humanidade) e Hava (Eva) (vida, doadora de vida): complementação. (o homem deverá lavrar a terra de que foi formado (3:23), e no suor comerá o seu pão; a mulher proporcionará a descendência que ferirá a serpente): começa a luta e a saga humana!

 HaSatan “a serpente” (do hebraico, o opositor, instalado no Éden para uma finalidade específica)

 Livre arbítrio: Bereshit (Gênesis) 2: 7,16,17,19 e Devarim (Deuteronômio) 30:19; Tehilim (Salmos) 50:23;

 Pecado ou C’hata חטא (Lê-se ratá) : desobedecer; errar o propósito.

 Árvore da Penetração no centro da Criação (árvore do conhecimento do bem e do mal, cujo fruto alcançado pelo homem o separou da árvore da vida, conf. Bereshit (Gênesis) 3:22-24, cujo caminho será pelo Mashiach, conf. Yohanam (João) 14:6 e I Coríntios 15:45). O caminho do homem será, a partir de então, a redescoberta do Eterno e o propósito final: árvore da vida.

 Shechinah: (lê-se xerriná) : manifestação do Eterno no homem: (conf. Yejezkel (Ezequiel) 37 e I Coríntios 3:16,17)

 Ietzer haTov e Ietzer haRa: (conf. Bereshit (Gênesis) 3: 5)

 Keroubîms (querubins) : figuras temíveis situadas na fronteira dos últimos mistérios de Adonai Elohim

 Caîn e Hèbèl (Caim e Abel): Caim: comprar, adquirir, possuir; Abel: fumaça, vaidade

 Elohim fala com Caim: (conforme Bereshit (Gênesis) 4: 6-16 e 6: 1-8)

• D’us convida Caim ao diálogo
• A lembrança por usar bem o livre arbítrio
• responsabilidade com o irmão
• convite à reflexão do próprio mal
• primeiro homicídio e o início de um caminho de violência e maldição
• a proibição de vencer a violência com a violência
• o nascimento do terceiro filho de Adam e Eva: Shét: compensação
• os filhos de D’us e as filhas dos homens (?)
• a corrupção geral do gênero humano

A MITZVÁ DESTA PARASHÁ:

1. Mitzva 212/positiva: “bênção/princípio” da procriação – em Bereshit 1:28;

Comentário: Trata-se de uma Mitzva-Bracha de carater positivo (Mandamento-Bencao) ou, simplesmente, de uma Palavra-Principio. De fato a bencao que aparece em Bereshit 1:28, dirigida ao homem, e a mesma que a aparece em Bereshit 1:22, dirigida aos seres alados (aves) repteis e seres aquaticos. Aquela feita no sexto dia, esta no quinto!

Esta Mitzva tem sido objeto de infindaveis debates e discussoes, mas nao resta duvida que o Eterno dirige-se aos seres por Ele criados, abencoando-os (e nao “ordenando”). De qualquer forma estabelece-se um principio pelo qual todo servo do Eterno, assim como aves, peixes e outros animais, devem encontrar seu par. No caso do homem o matrimonio, isto e, o leito sem maculas, torna-se, em funcao desta Mitzva, uma obrigacao. O celibato fica completamente afastado pois, a Mitzva-Bencao so podera ser concretizada nan situacao do homem unido a uma mulher.

– Em Bereshit 1:22, em relacao aos seres alados, repteis e aquaticos, encontra-se:

v’yberach’otam Elohim lemor peru urebu umilu et’hammayim bayammiym veha-oph’yrech ba’aretz (…E Elohim os abencoou, dizendo: frutifiquem e tornem-se muitos, e encham as aguas dos mares. Que as aves multipliquem-se sobre a terra…”

– Em Bereshit 1:28, em relacao ao homem e a mulher (macho e femea),encontra-se:

v’yberach’otam Elohim, vayomer l’hem Elohim peru urebu umilu et’ha’aretz vekib’shuha uredu bidgath chaym ub’oph hashamaym ubekal-chayah ha’romeset al-ha’aretz (…E Elohim os abencoou. E Elohim lhes disse: sejam ferteis e tornem-se muitos. Encham a terra e a conquistem. Dominem o peixe do mar, os passaros do ceu e todo animal que rasteja sobre a terra…”

Portanto, como observamos, o Eterno abencoa os seres animais e a humanidade com a possibilidade de procriar, os faz macho e femea. Esta Mitzva nao deve ser entendida como uma “ordem” para indiscriminadamente colocar filhos no mundo e sim, certamente sim, para que o homem descubra sua parceria com o Eterno no processo de criacao. Esta no homem a possibilidade de gerar, de cultivar o jardim e de dar prosseguimento ao proposito de criacao de filhos de Elohim.

COMENTÁRIO Acerca das perguntas que faz sobre BERESHIT (Gên.) 6: 1-5.

A sua dúvida consiste em se “os filhos de D’us” que tomaram para si mulheres de todas as que encontraram, são ou não “anjos”. Também, indicou dúvida sobre o que significa “…o meu Espírito não contenderá para sempre como o homem porque ele também é carne…” Procurarei ser sucinto a fim de não criar mais dúvidas a este respeito:

* Se os “anjos” possuíram as mulheres e geraram gigantes?

1. Há traduções, como a de Rashi, que trazem a expressão בני־האלהים (benei haelohim), vers. 2, como sendo “os filhos dos senhores” (governadores) e outras, como a de Kaplan, que trazem como sendo “os filhos de D’us” . Realmente, a expressão אלהים (elohim) pode referir-se a D’us ou a um juiz, uma autoridade, um guia inspirador.

Veja que o Nome יהוה “Adonai, Senhor” também aparece nesta passagem, vers. 3, ao referir-se ao Eterno e ao que o Eterno pensou acerca do conflito do Seu Espírito רוח com o homem אדם. Portanto, aparecem tanto a palavra אלהים como a palavra יהוה .

2. Um exemplo de como a palavra אלהים (elohim) pode referir-se ao homem com autoridade encontra-se em Shemot 4: 16, quando o Eterno designa Moshè e Aarão para irem ao Faraó: “…Aarão falará por ti e tu serás seu אלהים (elohim)…” erradamente traduzido em alguns textos por “e tu serás por D’us”.

Neste exemplo o Eterno dá a Moshè o poder e a autoridade de “guiar”, de ser o “juiz” do seu povo. Nos Tehilim (Salmos) 82: 6, também, a palavra אלהים (elohim) aparece para designar aqueles a quem a Palavra do Eterno era dirigida, aliás confirmada tal passagem pelo nosso Rabi Yeshua (veja os Escritos de Yohanan (João) 10: 34 e 35)

3. A expressão para “anjo” é muito utilizada em Bereshit, em várias passagens (16:7; 22:11; 22:15; 24:7; 24:40; 28:12; 32:1 e 48:16) é מלאך (malach) e para “anjos” מלכים (malachim)

4. Na passagem de Bereshit 6: 1-5 tudo indica que a menção é aos filhos dos homens poderosos, a saber os descendentes de Seth (o terceiro filho de Adan, a linha pela qual os homens começaram a invocar o nome do Eterno).

Tudo indica que as filhas dos homens são mesmo as descendentes de Caim, geradas das mulheres que encontrou ao sair da presença do Eterno. Caim, recusando-se ao diálogo com o Eterno perdeu a comunhão que, ao contrário, foi mantida por seu irmão Seth.

5. Não há nada no texto sob análise que autorize a interpretação de que os “anjos” possuíram as “mulheres”, nascendo seres estranhos, gigantes, deformados etc… Possivelmente, fosse essa a realidade da passagem a expressão seria, então, מלכים (malachim, anjos). A afirmação de “anjos” serem seduzidos pelas filhas dos homens força demasiadamente a passagem. Basta olharmos para os sítos arqueológicos, e veremos como a presença humana foi significativa, determinante e única!

6. Parece-me que esta visão tem alguma influência da Mitologia greco-romana pois ali aparecem “deuses” amando mulheres e gerando “titãs”. Não é o caso das narrativas e descrições feitas na Torá!

* A sua questão seguinte: “o que significa “o homem é, também, “carne”?:

1. A mesma carne que havia recebido o influxo da Ruach HaElohim (Espírito de D’us). Estes homens que receberam este influxo tornaram-se “imagem” de Elohim,(D’us Criador) conforme encontramos logo no início de Bereshit. Por isso mesmo foram seres diferenciados e viviam centenas de anos como, por exemplo, Matusalém que viveu mais de 900 anos. Eram quase que “imortais”, mas tinham tendências carnais, isto é, paixões carnais. Por isso mesmo o Eterno limitou seu tempo de vida a, no máximo, 120 anos (vers. 3).

2. “…O meu Espírito não contenderá…” para sempre com o homem, ou seja, perpetuamente, pois o “homem” Adão foi, provavelmente, tomado de materiais inferiores, e recebeu a Ruach para ser uma “ALMA VIVENTE”, : uma vida carnal com alma e espírito. Daí que o homem, no momento da criação, é a composição da matéria (corpo) da alma (vida/sangue/sentimentos/inclinações) e do espírito (fôlego/criatividade/inteligência dados pelo Eterno).

3.Este homem era um ser superior, um quase “super-homem” e por ter recebido a Ruach HaElohim (Espírito de D’us) foi chamado nesta passagem da Torá de Benei HaElohim (Filhos de superiores, governantes, D’us).

Note que a Torá menciona, nesta passagem de Bereshit 6: “Benei HaElohim”, pois no momento da criação era Elohim criando todas as coisas (a mão do Eterno, sua Ruach, conforme aparece logo no início) O homem chamado “Adão” (da terra, vermelho) recebeu a Ruach HaElohim, os Sete Espíritos de D’us (SHEVÁ RUACH HAELOHIM), mas manteve suas tendências passionais.

Conclusão:

1. os descendentes de Seth, “benei haelohim ou filhos dos senhores”, quase imortais, tomaram para si as descendentes de Caim, “filhas dos homens”. Era toda uma geração que vai até Noach (Noé) quando, então, o Eterno põe um fim a estas gerações seculares. Basta recordar como viviam e o tempo de que dispunham estes homens da antigüidade

2. o Eterno limitou a existência humana a, no máximo, 120 anos.

ASPECTOS ESPECÍFICOS DO SHABAT: PRESENTE DO ETERNO PARA A HUMANIDA:

O Shabat foi feito para o homem e não o homem para o Shabat!
(Rabi Yeshua BenYosef)

•Bereshit (Gênesis) 2: 1-3 (quando D’us, abençoado é seu nome, santificou o Shabat);

•Shemot (Êxodo) 16: 4-5 e 22-31 (a prova da Lei de Adonai (abençoado é o seu nome) para o dia do Shabat)

•Shemot (Êxodo) 20: 9-11 (o quarto mandamento (mitzvá) expresso: LEMBRA-TE…, por isso mesmo acendem-se duas velas no CABALAT SHABAT (recepção/preparação do Shabat): a primeira para esta mitzvá: “lembra-te….”, a Segunda, para a outra mitzvá, isto é: “guarda…”. Também, em função deste “lembra-te…” faz o HAVDALÁ SHABAT (separação do Shabat dos outros dias, no final do Shabat). O cabalat Shabat (a recepção do Shabat, feito na Sexta-feira, antes do pôr do sol) pode ser feito na Sinagoga, mas é preferível que se faça em cada casa, em relação a cada família pois, a família, é a base da Sinagoga. Enquanto o havdalá Shabat (a separação do Shabat, feito depois do pôr do sol de Sábado), momento em que a comunidade toda manifesta a comunhão em cânticos, ouve a Palavra semanal e recebe a bênção. Entre o Cabalat Shabat e o Havdalá Shabat os irmãos podem e devem se encontrar na Sinagoga para os estudos da Torá, dos Profetas, dos Outros Escritos e da B’rit C’Hadashá, para o aperfeiçoamento musical. Podem fazer visitas, encontrar-se alegremente com outros irmãos, mantendo o sentido de “festa”, de alegria, de contentamento. Os jejuns devem ser evitados. Os negócios, compra e venda de coisas, mercados, limpeza da casa ou outras coisas etc, não são apropriados para este dia. Os trabalhos devem ser deixados para os outros dias. Aqueles que não podem deixar de trabalhar neste dia, sob nenhuma hipótese, devem pedir ao Eterno que os liberte da “escravidão”, a fim de que sirvam ao Altíssimo.

•Shemot (Êxodo) 23: 10-13 (a determinação de um “Ano” shabático e novamente a determinação do Shabat);

•Shemot (Êxodo) 24: 16-17 (durante seis dias a nuvem cobriu o Monte Sinai (Horebe) e no Shabat o Eterno chamou Moshé (Moisés), e se apresentou a ele – Imagem do mundo futuro, com o Mashiach (Messias));

•Shemot (Êxodo) 31: 12-18 (a violação do Shabat leva à morte; Shabat é aliança perpétua);

•Shemot (Êxodo) 35: 1-3 (não trabalhar no Shabat);

•Vayicrá (Levítico) 19: 1 e 3 (Santidade, respeito ao pai e à mãe e guardar o Shabat);

•Vayicrá (Levítico) 19:30 (reverenciar o Santuário (Igreja/Sinagoga) e guardar o Shabat);

•Vayicrá (Levítico) 23:3 e 38 (O Shabat como uma das Festas à Adonai);

•Vayicrá (Levítico) 25: 1-7 (determinação de guardar o Shabat e do Ano Shabático);

•Vayicrá (Levítico) 26: 1-2 (não praticar idolatria, guardar Shabat e reverenciar o Santuário)

•Bamidbar (Números) 15: 32-36 (a violação do Shabat leva à morte);

•Devarim (Deuteronômio) 5: 12-15 (4º mandamento expresso: GUARDA…, por isso mesmo acendem-se duas velas no CABALAT SHABAT: a primeira para esta mitzvá: lembra-te… e a segunda para: guarda…);

•Nejemiyá (Neemias) 9: 13-14; 13: 15-22 (o restabelecimento do Shabat);

•Tehilim (Salmos) 92 (Salmo composto especialmente para o dia de Shabat);

•Tehilim (Salmos) 119 (excelência da Torá, na qual se encontra a mitzvá do Shabat);

•Cohélet (Eclesiastes) 3: 1-8 (Há tempo para todas as coisas; o Shabat é o tempo de alegria);

•Yeshayahu (Isaias) 1:13 (Shabat e outras Festas não podem estar associadas à iniqüidade);

•Yeshayahu (Isaias) 56: 2 (Bem-aventurado o que não profana o Shabat e não faz o mal)

•Yeshayahu (Isaias) 56: (Os estrangeiros (gentios) que se achegam ao Eterno para servir, amá-lo, que não profanam o Shabat e abraçam a Aliança (Torá), serão aceitos e levados ao Santo Monte, à Casa de Oração)

•Yirmiahu (Jeremias) 17: 21-27 (santificar o Shabat por amor da própria alma);

•Yejezkel (Ezequiel) 20: 11-16 e 19-21 (Shabat como sinal entre D’us e o seu servo);

•Mattityahu (Mateus) 5: 17-20 (nenhuma mitzvá pode ser violada, por menor que seja);

•Mattityahu (Mateus) 12: 8 e Marcos 2:28 e Lucas 6:5 (Yeshua é o Senhor do Shabat) ver:Êxodo 24:16-17

•Mattityahu (Mateus) 23: 1-3 (Yeshua determina a obra e a observação de tudo que ensinam acerca da Torá);

•Mattityahu (Mateus) 28:1 (Yeshua é ressuscitado após o Havdalá Shabat). Rever: Êxodo 24:16-17;

•Marcos 2: 27 (Yeshua esclareceu que o Shabat foi estabelecido por causa do homem…);

•Marcos 6: 2 e Lucas 4: 15-16; 6:6 (Yeshua ensinava nas Sinagogas nos dias de Shabat, conforme o seu costume, isto é, o de Yeshua

•Marcos 15: 42; Lucas 23:54, 56 e 24:1; Yochanan (João) 19:31 e 20:1 (Yeshua foi retirado do madeiro no Cabalat Shabat para ressuscitar no Havdalá Shabat);

•Lucas 6: 6-10; Yochanan (João) 7: 23 (Yeshua: é lícito ensinar, fazer o bem e salvar vidas no Shabat)

•Atos 13: 14, 42-44; 17:2; 18:4; 19:8 (Rabi Shaul (Ap. Paulo) nas Sinagogas em Shabat);

•Atos 20: 7 (Rabi Shaul (Paulo) fazia, tb., Havdalá Shabat, partindo o pão e ensinando as Escrituras);

•Atos 21: 20 (milhares de judeus criam em Yeshua e continuavam zelosos da Torá);

•Romanos 7:12 e 14 (a Torá é santa; e a mitzvá, santa, e justa e boa. A Torá é espiritual…);

•Hebreus 4: 1-13 (Aqui há uma conexão com Shemot (Êxodo) 24: 16-17, momento em que D’us, Baruch HaShem, chama Moshé (Moisés), de abençoada memória, para receber as Tábuas, a Torá e os Mandamentos (Mitzvôt), que o Eterno tinha escrito para INSTRUÇÃO do povo. Aqui, especialmente, em Hebreus 4:9 (…resta, ainda, um repouso “sabático” para o povo de D’us, Baruch HaShem…), vemos o significado do Shabat para o futuro, porém deve ser entendida pela Palavra de D’us, Baruch HaShem, conforme Hebreus 4: 12 (…a Palavra de D’us, Baruch HaShem, é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito…) e recebida com fé. Todos os que ouviram, sem fé, em nada lhes aproveitou (Hebreus 4:2). Este descanso “sabático”, reservado para os servos do Altíssimo, será dado pelo Mashiach (Messias), conforme Hebreus 4:14; Assim, acontecerá, como com Moshé (Moisés), de abençoada memória, quando ficou por sob a nuvem que cobria o Monte Sinai/Horebe por seis dias e no sétimo o Eterno, Baruch HaShem, revelou-se. E o Mashiach (Messias) fará isso agora, ele que é, conforme Hebreus 1:3, “…o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de Ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas…”, conforme Hebreus 2:10, “…porque convinha que aquele, por cuja causa e por quem todas as coisas existem, conduzindo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse, por meio de sofrimentos, o Autor da salvação deles…” Por isso mesmo, ao fazer o Cabalat Shabat e o Havdalá Shabat, estamos “pedindo” ao Eterno, abençoado é o seu nome, que esse “tempo futuro de descanso” chegue e possamos estar com o Mashiach (Messias).

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veja, também, o texto DO DESEJO MIMÉTICO em https://cafetorah.com/sabedoria.php

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Nas bênçãos do Eterno e na Luz do Mashiach,
São Paulo, 30 outubro 2004 – 15 Cheshvan 5765

Preparada originalmente para os membros da Sinagoga Sêh HaElohim e oferecida aos leitores do CafeTorah.

Os Aspectos desta Parashá são estudados a cada novo Ciclo das Parashiot, durante o Oficío da Tarde do Shabat (Minchá) na Sinagoga Sêh HaElohim, SP.

© Rav J. Pietro B. Nardella Dellova, 43, Mestre em Direito pela USP (A Crise Sacrificial do Direito: um estudo de René Girard, Martin Buber e do Rabi Yeshua). Mestre em Ciências da Religião pela PUC/SP (A Palavra “Torá” Como Construção do Sagrado: um estudo à partir da Torá e da Poesia de Heidegger e Osman Lins). Pós-graduado em Direito Civil (Os Direitos da Personalidade). Pós-graduado em Literatura Brasileira (A Palavra Multifacetada: do grau zero e outros graus da palavra). Formado em Filosofia e em Direito. Poeta e Membro da União Brasileira de Escritores – UBE. Autor dos livros: AMO, NO PEITO e ADSUM, além de, co-autor em FIO DE ARIADNE. Ex-membro da Comissão de Bioética e Biodireito da OAB/SP. Darsham (predicatore) e Rav (Mestre) da Sinagoga Sêh HaElohim (originada da Sinagoga Scuola (Beit HaMidrash), Lazio, Itália). Membro ativo da Ordem dos Advogados do Brasil e da Associação dos Advogados de São Paulo. Consultor e Palestrista. Professor de Direito Civil, Ética e Filosofia do Direito em São Paulo. Coordenador dos Cursos de Pós-Graduação em Direito Empresarial e Judaismo: Direito, Torá e Cultura, das Faculdades FAJ e POLICAMP. Coordenador dos Cursos de Direito da Faculdade de Jaguariúna e da Faculdade Policamp, em SP.

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