Depois de 5 anos de repetidas acusações da Associação Palestina de Futebol contra a Israel, a FIFA chegou à conclusão de que há sim uma violação do código de ética da instituição. E quem viola são os palestinos.

Brasil e Bolívia abrem nesta sexta-feira, 14, a Copa América 2019. Além das tradicionais seleções latino-americanas, a seleção brasileira poderá também enfrentar seleções do Qatar ou do Japão, que participam como convidados. O primeiro, por ser o país sede da próxima Copa do Mundo e o segundo pelas ligações históricas que tem com o Brasil.
Do outro lado do mundo, decorre neste momento as eliminatórias para o Campeonato Europeu de Futebol e as seleções asiáticas e médio-orientais realizam amistosos, sendo que na noite desta terça-feira, 11, a seleção Palestina empatou em 2 X 2 com a seleção do Quirquistão.
Nas eliminatórias para o Campeonato Europeu de Futebol, o Euro 2020, Israel Ganhou da Áustria e da Letônia, empatou com a Eslovênia e perdeu para a Polônia. Neste momento, a Seleção Azul e Branca ocupa o 2º lugar no Grupo G.
Mesmo situado no coração do Oriente Médio, a milhares de quilômetros da Europa, Israel é obrigado a competir com seleções do chamado Velho Continente. Nestas eliminatórias, Israel tem pela frente seleções da Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Holanda, Itália, Portugal e Suíça entre outras. Já a seleção palestina, quando entra em eliminatórias, além de enfrentar os fracos países árabes, disputam espaço também com seleções sem nenhuma tradição no futebol, como Tajiquistão, Bangladesh, Guam, Butão, Camboja e Coreia do Norte.
Nem sempre foi assim. No início das competições internacionais, Israel participava da Copa Asiática, onde foi vice-campeão em 1956 e 1960 e campeão em 1964.
Em 1974, depois de vencer a Guerra do Yom Kippur, num conflito que começou no ano anterior, com a covarde agressão árabe durante o feriado religioso do Dia do Perdão, os árabes forçaram a Federação Internacional de Futebol (FIFA) a retirar Israel da Confederação Asiática de Futebol. Com medo de apanhar nas guerras e também apanhar nos placares, os países árabes se recusavam a jogar contra Israel.
Temendo uma sequência de anulações de jogos pela ausência de oponentes (W.O.), a FIFA cedeu às pressões e transferiu Israel para a Liga Europa. Desde então, para participar de Copas do Mundo, a Seleção Israelense é obrigada a enfrentar as mais fortes seleções do mundo, enquanto que os palestinos não conseguem nem ultrapassar os quirquistões da vida.
Os palestinos nunca conseguiram chegar a uma Copa do Mundo, mas Israel, valorosamente, classificou-se e participou na a Copa de 70, no México.
Mesmo contando com este apoio espúrio da entidade maior do futebol, ao longo de anos a Associação Palestina de Futebol (APF) vem envidando esforços para expulsar Israel das competições internacionais.
Nos últimos anos, as tentativas de alijar Israel do futebol ficaram por conta do dirigente palestino Jibril Rajoub, presidente da APF. A principal – e recorrente – acusação é que Israel pratica uma política segregacionista no futebol.
O discurso é o mesmo de sempre: Há um apartheid desportivo em Israel, seus dirigentes são racistas e Israel não respeita os direitos humanos dos futebolistas.
Uma a uma, ano após anos, as acusações foram desconstruídas e Israel nunca foi punido pela FIFA. Nem havia razão. Dos atuais 23 jogadores da seleção palestina, apenas o zagueiro Norambuena não é árabe. Com dupla cidadania, Alexis Norambuena nasceu no Chile, mas defende hoje a seleção palestina.
Por outro lado, a seleção israelense é, provavelmente, a mais multicultural em todo o mundo! Nas últimas convocações, vestiram a camisa de Israel os seguintes atletas árabes: Mohammed Awaed, Said Hakim, Hatem Abd Elhamed, Beram Kayal, Dia Saba, Mahmmoud Kanadil, Loai Taha, Ayid Habshi e Moanes Dabour.
Além destes atletas árabes-israelenses, a seleção conta ainda com o beduíno Taleb Tawatha, o russo Bibras Natkho e o ucraniano Maxim Plakuschenko.
O REAL INIMIGO DA PAZ NO ESPORTE
Depois de receber as falsas denúncias contra Israel, a FIFA passou a investigar a conduta do denunciante, Jibril Rajoub, presidente da APF. E o que descobriu foi vergonhoso, levando a entidade maior do futebol a condenar veementemente as atitudes do dirigente árabe.
Em carta encaminhada à Associação Palestina de Futebol, Martin Nagoga, presidente do Comitê de Ética da FIFA, acusa Jibril Rajoub e “promover e glorificar” o terrorismo de forma “ativa e passiva”.
A FIFA chegou a esta conclusão depois de uma investigação baseada em evidências apresentadas ao Comitê Disciplinar pela Palestinian Media Watch (PMW), um grupo de jornalistas especializados em monitorar publicações, redes sociais e vídeos de origem palestina.
Através das provas encaminhadas pela PMW, a FIFA descobriu que Jibril Rajoub, pessoalmente, vêm promovendo e glorificado o terrorismo através de atitudes racistas, incitação ao ódio e à violência.
Para a FIFA, Rajoub é responsável por “impedir que o futebol possa ser uma ponte para a construção da paz”.
Na documentação entregue à FIFA fica provado, de forma clara e inequívoca, que em vários encontros futebolísticos, eventos apoiados pela APF ou organizados por Rajoub, eram feitas homenagens a terroristas. Além disso, com anuência da AFP, diversas equipes de futebol receberam o nome de terroristas, ou de organizações terroristas, responsáveis pelo assassinato de cidadãos israelenses.
O documento da FIFA para a AFP diz ainda que recebeu provas de que o presidente da Associação Palestina de Futebol encorajou o grupo terrorista Hamas a sequestrar soldados israelenses.
Em agosto do ano passado, o Comitê Disciplinar da FIFA multou Jibril Rajoub em 20 mil francos suíços (77,5 mil reais) e baniu sua participação em partidas oficiais por um ano, depois das ameaças que o dirigente fez ao jogador argentino Lionel Messi. Na época, Rajoub pediu aos fãs que queimassem fotos e camisas de Messi se ele jogasse um amistoso contra Israel em Jerusalém. Diante do terror prometido por Rajoub, o jogo foi cancelado.
Segundo informa o site do Jerusalem Post, a carta foi enviada à AFP no início deste ano e nela a FIFA solicitava que Jibril Rajoub apresentasse sua defesa até o dia 18 de janeiro. A resposta de Rajoub não foi divulgada.
Embora a carta da FIFA tenha sido encaminhada no início deste ano, só agora parte dela vazou para a imprensa. Itamar Marcus, presidente da Palestinian Media Watch, saudou a decisão da Fifa de abrir uma investigação sobre a conduta de Jibril Rajoub como chefe da Associação Palestina de Futebol.
“É degradante para a FIFA permitir que um defensor do terrorismo, alguém que usa linguagem racista e vil, tenha qualquer posição ligada ao bom nome da instituição”, disse o presidente da PMW. Itamar lamentou ainda que ao invés de usar o futebol para construir pontes e promover a paz e a convivência, o presidente da AFP esteja a usar o seu cargo para incitar a violência e promover e glorificar o terrorismo.
“Espero que a FIFA retire Jibril Rajoub de qualquer cargo ligado àquela organização e que limpe definitivamente essa mancha do futebol internacional”, concluiu Itamar.