Dia do Perdão, muito mais que uma palavra, uma atitude – parte 2

Leia isto, não está no vídeo: Curiosidade na Numerologia Judaica e a relação entre Jonas e Yeshua

Na Gematria, a numerologia judaica, Yonah(Jonas em Hebraico) tem o valor de 71, que é o mesmo valor de Adonai, como chamamos o Eterno.

Tudo indica que isto não é uma coincidência, mas sim mai uma lição do Eterno a respeito de Yeshua, que nos falou sobre o Sinal de Jonas, o termo para Sinal é Ot ou Tav, e significa letra, ou seja, o segredo estaria em suas letras, em seu valor, Jonas representa de forma imperfeita o ministério perfeito de Adonai em Yeshua, o qual é chamado Adonai.

Sendo assim, Jonas teve o mesmo ministério de Yeshua, anunciar a salvação para os pecadores, porém ele se recusou a cumprir seu chamado, e somente após tudo que passou e ter votado ao Senhor, ele acabou tendo que cumprir o ministério. Mesmo após pregar a mensagem de redenção, continuou a esperar o julgamento e a destruição de Nínive e a morte de seus moradores. Yeshua, ao contrário de Jonas, foi obediente, ele veio para obedecer, sem murmurar, sem reclamar, ele se entregou. Desde o princípio Yeshua veio para demonstrar compaixão por aqueles que estão prestes a serem lançados ao inferno, ele nos ama e estava disposto a se anular afim de salvar os que crêem em sua mensagem.

Dia do Perdão – A Lição de Jonas e Yeshua

Yeshua nos ensina em diversas passagens a importância de perdoarmos diariamente aqueles que nos ofendem, de orarmos pelos nossos inimigos, de dar a face, seus ensinamentos não são algo estranho ao judaísmo de seus dias, talvez sejam estranhos ao judaísmo de hoje. Os judeus conhecem e conheciam muito bem a história de Jonas, como Adonai enviou um profeta hebreu para advertir uma cidade pagã ao arrependimento. Não somente isso, como este ato acabou levando o juízo divino a ser adiado por pelo menos 50 anos, ou seja, toda a geração de Jonas foi poupada.

Yeshua porém vai muito além, ELE é o exemplo máximo do perdão, como o Filho de Deus, o Eterno manifestado na carne, ele permite a todos que crêem em seu sangue como a expiação perfeita, alcançarem a verdadeira salvação e uma vida plena na liberdade dos filhos de Deus.

Yeshua usa o exemplo de Jonas para demonstrar a liderança judaica da época que não era mais necessário o sistema de sacrifícios para que se alcançasse o perdão divino, e sim a lição de Jonas, o arrependimento de cada pelos seus maus caminhos, a crença de que Adonai pode perdoar pecados mesmo não sendo merecedores, e isto é chamado de Graça Divina. Quando os judeus farisaicos pedem um sinal para crerem em Yeshua como Mashiach, ele os responde de forma surpreendente:

הֵשִׁיב וְאָמַר לָהֶם: ”דּוֹר רַע וּמְנָאֵף מְבַקֵּשׁ אוֹת, וְאוֹת לֹא יִנָּתֵן לוֹ מִלְּבַד אוֹת יוֹנָה הַנָּבִיא.

Mateu 12:39

Mas ele lhes respondeu: Uma geração má e adúltera pede um sinal; e nenhum sinal se lhe dará, senão o do profeta Jonas

Mateu 12:39

Desta forma ele estava indicando a natureza da geração em que vivia, onde era comum o adultério institucionalizado por divórcio e a maldade, onde alguns dominavam cruelmente sobre os outros, onde a violência era o instrumento de governo e onde a corrupção tomava conta da sociedade, um quadro bem parecido com os dias de hoje. Mas para este tipo de extrema corrupção moral, social e espiritual, os sacrifícios de animais no templo não eram mais capazes de expiar, ou seja cobrir os pecados afim de levar ao perdão, somente o sinal de Jonas poderia mudar isso.

Yeshua demonstra que somente ELE, passando pelo sinal de Jonas, ou seja, estar morto por 3 dias no seio da terra, e pela crença em sua mensagem de arrependimento, é que seremos capazes de viver uma vida baseada no caráter divino revelado no Mashiach Yeshua:

“Deus misericordioso e compassivo, tardio em irar-se e grande em beneficência e verdade”.

E é este o padrão do caráter, que agora, nascido de novo no Mashiach, devemos buscar, misericórdia, compassividade, longaminidade(tardio em irar-se) e grandes em beneficiência(praticando o bem e a bondade para com todos) e em verdade(vivermos não só sem mentir, mas baseados na verdade, ou seja, nas escrituras sagradas).

É maravilhoso podermos aprender que o caminho mais fácil, pra aqueles que vivem em pecado é o mais difícil, aceitar o sacrifício eterno e sublime do Mashiach que nos ensina um novo modelo de vida.

Que Adonai possa confirmar estas palavras em seu coração,

Desde Sião,

Miguel Nicolaevsky