Hag Sukkot Sameach – Feliz Festa dos Tabernáculos

O Povo de Israel está celebrando nestes dias uma das mais importantes festas judaicas, a Festa dos Tabernáculos, conhecida em Israel como Hag – Festa de Sukkot.

Todos os anos, o país para diante da festa e israelenses e turistas invadem o país em uma das festas mais coloridas e alegres da nação. Mas este anos será bem diferente, e muito menos animada, pelo menos nas ruas do país que está em quarentena.

Além da tradicional construção de uma cabana e das refeições que são feitas nela durante os oito dias da festa, milhares estão subindo a Jerusalém, o que deverá culminar com uma grande passeata de nações que apoiam Israel, peregrinos vindos de mais de 200 nações em torno do Mundo.

As ruas de Jerusalém costuma se encher sendo preparadas para este grande evento que paralisa a Cidade Santa por muitas horas para a passeata de Jerusalém.

No último dia da festa, é Shemini Atzeret, o que é chamado de dia da Grande Assembléia, um momento em que o povo para afim de estar na presença do Altíssimo por mais um dia após a festa dos tabernáculos onde o povo esteve não somente como Adonai mas com todos os parentes e amigos.

Simchat Torah, Simchat Beit Shoeva

Segundo a tradição judaica é neste último dia da Festa de Sukkot que deve-se ler também a última parasha do ano, desta forma todo judeu conclui a leitura da Torah em apenas um ano, e na semana seguinte inicia-se a leitura novamente deste a primeira parashaa, ou seja, a leitura semanal da torah.

Esta tradição é diferente da tradição bíblica antiga e foi uma adaptação a tradição adquirida pelos hebreus durante o cativeiro babilônico.

Na antiga tradição descrita na Bíblica o povo de Israel deveria ler toda a Torah a cada 3 anos e meio, desta forma, cada um dos hebreus concluiria a leitura das escrituras pelo menos duas vezes a cada sete anos.

Hol Hamoed Sukkot

Do segundo ao sétimo dia de Sukkot (terceiro ao sétimo dia fora de Israel) são chamados de Chol HaMoed (חול המועד -. Iluminado “durante a semana do festival”). Estes dias são considerados pela Halachá (Tradição) mais do que dias de semana normais, mas menos do que os dias da festa. Na prática, isso significa que todas as atividades que são necessárias para o feriado, como comprar e preparar alimentos, limpar a casa em homenagem ao feriado, ou viajar para visitar em Sukkot outras pessoas ou em passeios de família, são permitidas pela lei judaica. As atividades que irão interferir com o relaxamento e gozo de férias, tais como a lavagem, o conserto de roupas, engajar-se em trabalho intensivo e atividades não são permitidas. Os Judeus praticantes tratam o Chol HaMoed como um período de férias, comer melhor do que as refeições habituais em sua sucá, entreter os convidados, visitando outras famílias em Sucot, e realizando passeios familiares.

Muitas sinagogas e centros judaicos também oferecem eventos e refeições em sua Sukkot durante este tempo para promover a comunidade e a boa vontade.

No Shabat que cai durante a semana de Sucot (ou no caso em que o primeiro dia de Sukkot é no Shabat), o livro de Eclesiastes é lido durante a manhã de serviços na sinagoga em Israel. (Comunidades da diáspora leem no Shabbath seguinte). A ênfase deste livro sobre a efemeridade da vida (“Vaidade das vaidades, tudo é vaidade …”) ecoa no tema da sucá, enquanto sua ênfase sobre a morte reflete a época do ano em que ocorre Sucot (o “outono” da vida ). Do segundo verso ao último reforça a mensagem de que a adesão a Deus e Sua Torá é o que vale a pena. Eclesiastes 12:13,14

Sheminit Atzeret

Hoje ao entardecer do último dia da Festa de Sukkot, selando assim um dos dias mais sagrados no Judaismo, e especialmente em Israel, se inicia o que é chamado de Sheminit Atzeret, ou seja, Oitava Parada ou Oitava Assembléia.

A Festa de Sucot é imediatamente seguida do que é conhecido como Shemini Atzeret (lit. “Oitavo [dia] da Assembleia”). Shemini Atzeret é visto como um feriado separado.

Na Diáspora era um segundo feriado adicional, onde a Simchat Torá (lit. “Alegria da Torah”) é comemorada. Na Terra de Israel, Simchat Torá é celebrada em Shemini Atzeret. Em Shemini Atzeret a sucá(o tabernáculo ou cabana) é retirada e as refeições são realizadas dentro da casa. Fora de Israel, muitos continuam na sucá, porém sem fazer a bênção da festa. A sucá não é usada em Simchat Torá.

Segundo a tradição, foi neste dia em que Adonai deu ao seu povo, Israel, a Torah, de forma física, as duas tábuas da lei, com os Dez Mandamentos que resumem em si todas as leis.

Interpretações rabínicas

O Talmud têm um trabalho importante de comentários no judaísmo rabínico, expande-se em muitas das passagens que referem-se a Sucot no Tanakh (Bíblia Judaica). Por exemplo, revela uma nova perspectiva sobre a história da observância do Sukkot no Livro de Neemias. O Livro de Neemias descreve como, depois do cativeiro babilônico, em que os israelitas celebraram Sukkot fazendo e habitando em tendas. Neemias relata que “os israelitas não tinham feito assim desde os dias de Josué “(Neemias 8:13-17). No entanto, o Talmud (Erkhin 32b) têm razões para que isso não signifique que os israelitas de fato abstiveram-se de construir barracas por mais de novecentos anos, já que “é possível que justamente o rei Davi nunca tinha construído um estande para Sucot?”. O Talmud conclui que Neemias teria se referido a algumas características específicas das cabanas no seu tempo, ao invés de cabanas próprias. A santidade que os israelitas tinham transmitido para a terra de Israel quando eles entraram inicialmente com Josué – que a terra tinha perdido uma vez que as tribos começaram a ser exilado – agora voltou-se para sempre com o retorno dos exilados

(Por esta razão, também, as leis da Shmita e Yovel , que são mandamentos que têm efeito somente sobre a terra santa, foram recentemente reintegrado pelos que retornaram do exílio. Malbim acrescenta que a observação de Neemias aqui era exclusiva para a cidade de Jerusalém, ou seja, que nunca havia sido permitido ter cabanas construídas dentro dela durante o primeiro templo e era desta forma – ao contrário do resto de Israel – não foi repartido exclusivamente a qualquer uma das treze originais tribos de Israel, e foi o coletivo de todas as tribos. Assim, Jerusalém era até agora considerada de domínio público e, portanto, não pode conter uma cabana, que só pode ser construída, de acordo com a Halachá , dentro de um domínio privado.

Leis e Costumes

Sucot é uma festa de sete dias, com o primeiro dia comemorado como uma festa completa com serviços especiais de oração e as refeições da festa. Os restantes dias são conhecidos como Chol HaMoed (festa nos dias úteis). O sétimo dia de Sucot é chamado Hoshana Rabá (Grande Hoshana, Grande Salvação) referindo-se à tradição que os fiéis na sinagoga a pé ao redor do perímetro do santuário durante a manhã de serviços) e tem um respeito especial aos seus próprios. Fora de Israel, os dois primeiros dias são celebrados como festa completa. Durante a semana de Sucot, as refeições são comidas na sucá e algumas famílias dormem nela, embora a prática é dispensada em caso de chuva. Todos os dias, uma bênção é recitada com o lulav e o Etrog. A observância de Sucot é detalhada no livro de Neemias na Bíblia, o Mishnah (Sukkah 1:01-05:08), o Tosefta (Sukkah 01:01 – 04:28) e o Talmud de Jerusalém(Sukkah 1a) e o Talmud da Babilónia ( Sucá 2a-56b).

A segunda mais importante festa celebrada pelo Povo de Israel

A Festa dos Tabernáculos é considerada a maior e mais importante das festas judaicas após o Pessach (A Páscoa Judaica). Semelhante ao Pessach, Sukkot (Festa dos Tabernáculos) também é comemorada por sete diz, com um dia a mais que é chamado Shmenit Atzeret.

Em Sukkot é celebrado, segundo a ordem de Adonai, o tempo em que o povo de Israel habitou em tabernáculos e tendas. Além disso, é o tempo em que YHWH estava presente constantemente no arraial de Israel.

Durante a estada do povo de Israel no deserto, as tribos eram organizada de tal forma em que todas circundavam o local onde a Tenda da Revelação, que representava a presença de D’us estava. Desta forma, de forma física e simbólica, YHWH estava exatamente no meio de seu povo.

Durante os dias de Sukkot cada morador de Israel é incentivado a montar sua própria tenda, nela são feitas pelo menos uma das refeições, são convidados a estar nela os vizinhos, amigos e parentes. Cada tenda deve estar bem decorada, mas não necessariamente luxuosa, pois a vida no deserto era muito simples.

Quando o Povo de Israel realiza o estatuto perpétuo de praticar a Festa de Sukkot, ele mesmo sem expressar palavras está confirmando a fidelidade do Eterno e sua fidelidade a ELE.

Hoje, cerca de 3600 anos após a saída do povo de Israel da escravidão no Egito, a mensagem de um D’us que deseja habitar no meio de seu povo continua soando, apesar das grandes tragédias que abalaram este povo tornando-o muitas vezes incrédulo, cético ou até mesmo alguns ateístas. Mas estes fatos não tiram jamais a beleza desta festa que pode ser notada de forma tão intrigante pelas ruas de Israel.

Basta uma visita informal pelas ruas das cidades israelenses para notar algo estranho, cabanas de madeira ou estruturas metálicas estão espalhadas por todos os lugares, pessoas entram e saem delas, com sorrisos nos rotos e pratos nas mãos. Um olhar em direção as varandas nos apartamentos vai te revelar o quanto este povo ainda é e continuará sendo tão ligado a sua tradição e fé.

Durante o Pessach, se você deseja saber o que é a festa, vai ter que ir a um supermercado, e verá o mesmo lotado mais do que nunca, ou simplesmente se convidar ou ser convidado por uma família israelense para ter noção do que é a Páscoa Judaica, porém na Festa dos Tabernáculos, a festa vai para a rua, podem se ver suas tendas por todos os lugares, e isto começa muito antes da Festa e muitas vezes se estende por alguns dias depois da mesma.

Além destes sinais tão destacados, neste período o Estado de Israel recebe o maior número de turistas e Jerusalém passa a ser algo como um formigueiro, mais de um milhão de pessoas a mais lotam cada canto da Cidade Santa, tornado o lugar um verdadeiro centro de celebração internacional, uma verdadeira casa de adoração.

Segundo as escrituras, o próprio Yeshua Hamashiach teria nascido neste período do ano, ou seja, o Filho do Eterno teria vido habitar com os homens exatamente na festas que demonstra que Adonai habitou e habita no meio de seu povo, Israel. Então para todos, Feliz Festa de Sukkot. Feliz Festa dos Tabernáculos.

Judeus Messiânicos Celebram o Nascimento do Mashiach Yeshua

Existem muitos motivos para os acadêmicos bíblicos entenderem que 25 de Dezembro não pode ter sido a data de nascimento de Yeshua, o período mais provável seria a Festa dos Tabernáculos.

Neste período muitos judeus messiânicos em Israel e mundo a fora celebram a presença do Eterno no meio de seu povo, na mesma forma que se lebram que o Verbo Divino se fez carne e habitou entre nós, habitar em Hebraico vem da mesma raiz de tabernáculo – Lishkon – Shakhen – Sukkah.

Para entender melhor sobre isso, leia cuidadosamente o artigo a seguir:

A todos os navegantes do Cafetorah, sejam judeus, judeus messiânicos e cristão, Hag Sameach,

Desde Sião,

Miguel Nicolaevsky