Jordânia e a crise na família Hussein

Jordânia: Ao longo das últimas décadas, não há pessoas mais em dívida com o Estado de Israel do que a família Hussein da Jordânia, e o Rei Abdullah II deve muito, principalmente a Agência de Inteligência de Israel.

Ao que tudo indica, ocorreram algumas tentativas de golpe e desestabilização na Jordânia, sem a ajuda de Israel, o verdadeiro país dos palestinos seria um caos, bem pior do que na Síria ou no Iraque. Jordânia tem 98% da população de árabes, 70% são os chamados “palestinos” e o restante, árabes beduínos oriundos do deserto da arábia, ou seja, uma terra de Zé ninguém.

É importante salientar que a família de Abdullah Hussein II é uma família muito antiga, da linha dos Hachemitas, também dinastia de Hashim, são a família real da Jordânia. Eles governam desde 1921, e eram a família real dos reinos de Hejaz (1916–1925), Síria (1920) e Iraque (1921-1958). A família governou a cidade de Meca continuamente desde o século X. Freqüentemente governavam como vassalos de potências externas. Receberam os tronos do Hejaz, que incluíam a Síria, Iraque e Jordânia após sua aliança com o Império Britânico na Primeira Guerra Mundial. Este acerto ficou conhecido como a “solução Sharifian”.

A família pertence ao Dhawu Awn, um dos ramos do Hasanid Sharifs de Meca, também conhecido como Hashemitas. Seu ancestral homônimo é tradicionalmente considerado Hashim ibn Abd Manaf, bisavô do profeta islâmico Maomé. Os hasanidas sharifs de Meca (de quem a família real hachemita descende diretamente), incluindo o ancestral dos hachemitas Qatadah ibn Idris, eram xiitas zaydi. No final do período mameluco ou início do período otomano, quando se converteram ao islamismo sunita shafi’i.

Atual Dinastia Hussein da Jordânia

Portanto, a atual dinastia, fundada por Sharif Hussein ibn Ali, nomeado Sharif e Emir de Meca pelo Sultão Abdul Hamid II em 1908. Em 1916, proclamado Rei dos países árabes (mas apenas reconhecido como Rei do Hejaz) após iniciar o Revolta Árabe contra o Império Otomano. Seus filhos Abdullah e Faisal assumiram os tronos da Jordânia e do Iraque em 1921.

Na região do Iraque houve uma revolta, então a realeza foi deposta, ficando somente de “pé” a realeza jordaniana, que sem ajuda dos judeus, acabaram por estar no trono até agora. Sendo que vivem momentos de crises como o que aconteceu esta semana. O incidente levou a prisão domiciliar do príncipe Hamzah bin Hussein, que é o filho mais velho do rei Hussein da Jordânia e sua quarta esposa nascida nos Estados Unidos, a rainha Noor. Hamzah bin Hussein, nomeado príncipe herdeiro da Jordânia em 1999, ocupou até que seu meio-irmão, o rei Abdullah II, o rescindisse em 2004.

Jordânia, um barril de pólvoras

Guerra Civil na Jordânia

Em 1971, correu na Jordânia o Setembro Negro, também conhecido como Guerra Civil da Jordânia. Este foi um conflito travado no Reino Hachemita da Jordânia entre as Forças Armadas da Jordânia (JAF), sob a liderança do Rei Hussein, e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), sob a liderança de Yasser Arafat. O conflito ocorreu principalmente entre 16 e 27 de setembro de 1970, com certos aspectos continuando até 17 de julho de 1971. A intensão de Arafat era que a revolução depo-se o rei e transformasse a Jordânia em um inferno terrorista contra o Estado de Israel.

O serviço de inteligência de Israel e as Forças de Defesa de Israel deram todo apoio necessário para combater Arafat e seus para-militares. Depois do massacre ordenado pelo Rei Hussein, eles fugiram para o Líbano. A fuga dos palestinos para o Líbano culminou com a primeira guerra do país contra Israel alguns anos depois. O fato é que o incidente foi o resultado do fracasso jordaniano contra o Estado de Israel na Judéia e Samaria. Os árabes palestinos, perdendo território, apontaram as armas para aqueles que antes os governavam, os jordanianos. Portanto, os árabes palestinos tinham a esperança de tomar seu território, visto que a mão de Israel pesou mais sobre eles.

Primavera árabe na Jordânia

A Primavera Árabe ocorreu entre 2011 e 2012, na Jordânia uma série de protestos que começaram em janeiro de 2011, resultando na demissão de ministros do governo. Em sua fase inicial, os protestos na Jordânia foram inicialmente contra o desemprego, a inflação, a corrupção. Sendo assim, Junto com a exigência de uma verdadeira monarquia constitucional e reformas eleitorais. Por sua vez, o Estado de Israel tem estado ao lado da monarquia, com o serviço de inteligência, evitando o caos.

Preocupação de Instabilidade Interna na Jordânia

Sendo assim, tal análise sugere que muitos apoiadores do governo estavam preocupados com o fato de que, se os palestinos tivessem um papel maior na política do país, eles poderão arrastá-lo para o conflito israelense-palestino contra os melhores interesses da Jordânia. Por outro lado, os manifestantes palestino-jordanianos querem que seu grau de poder político reflita sua parcela demográfica significativa.

Diante do incidente da semana, que é o resultado da loucura de um país completamente dividido. Isto revela que de fato, este país deveria ser o “lar” nacional do árabes palestinos e não de uma realeza que não tem nada de real e nem mesmo disposição militar para se manter no poder. O rei Abdullah II é uma figura de moderada, colocado no trono a pedido de Israel, caso contrário, a região estaria mergulhando em um banho de sangue.

A pergunta que se faz em Israel, é, até quando a família Hussein conseguirá se manter no poder? Até quando a estabilidade política vai persistir na Jordânia? Bem, não tenho a resposta para isso, mas por enquanto, é isso que está ajudando a manter a estabilidade entre a Jordânia e o Estado de Israel. Os dois países já estão cansados de tantas guerras.

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